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Brasil busca incentivo com premiação recorde nos Jogos de Paris. Ranking de maiores prêmios liderado pela Sérvia.
Uma conquista de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio pode resultar em uma premiação em dinheiro de até R$ 400 mil para os atletas brasileiros. O prêmio em dinheiro é uma forma de reconhecimento e incentivo oferecido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para os medalhistas, incluindo aqueles que conquistarem medalhas de prata e bronze.
Além da premiação em dinheiro, é comum que os atletas recebam bônus e outros incentivos, como viagens para competições internacionais. Esses benefícios adicionais são uma maneira de valorizar o esforço e dedicação dos esportistas, tornando a busca pela excelência ainda mais gratificante.
COB Anuncia Premiação Recorde, e Medalhista de Ouro Vai Receber R$ 350 Mil
Em uma pesquisa conduzida pelo ‘USA Today’ e divulgada nesta segunda-feira, o Brasil figura na 15ª posição do ranking de maiores prêmios aos campeões olímpicos, à frente dos Estados Unidos. A Sérvia lidera o ranking, premiando um título nos Jogos de Paris com US$ 214,9 mil (quase R$ 1,2 mi).
A premiação em dinheiro é o incentivo mais comum oferecido aos atletas de alto rendimento, sendo um bônus muito valorizado. A tradição olímpica de não premiar em dinheiro os medalhistas das Olimpíadas tem sido quebrada aos poucos, com federações e comitês oferecendo valores significativos aos vencedores.
A Federação de Atletismo quebrou a tradição olímpica e vai dar mais de R$ 250 mil a medalhistas de ouro em Paris. O ranking de premiações por medalha de ouro revela a importância do incentivo extra oferecido aos atletas de destaque.
Sérvia – US$ 214.900 (cerca de R$ 1.175.00)
Malásia – US$ 212.180 (cerca de R$ 1.160.00)
Marrocos – US$ 200.525 (cerca de R$ 1.096.150)
Itália – US$ 193.410 (cerca de R$ 1.057.256)
Lituânia – US$ 180.188 (cerca de R$ 984.980)
Hungria – US$ 155.000 (cerca de R$ 847.290)
Ucrânia – US$ 125.000 (cerca de R$ 683.300)
Kosovo – US$ 107.450 (cerca de R$ 587.365)
Espanha – US$ 101.003 (cerca de R$ 552.123)
Grécia – US$ 96.705 (cerca de R$ 528.628)
França – US$ 85.960 (cerca de R$ 469.892)
Eslovênia – US$ 75.215 (cerca de R$ 411.155)
Polônia – US$ 64.958 (cerca de R$ 355.086)
Eslováquia – US$ 64.470 (cerca de R$ 352.419)
Brasil – US$ 62.662 (R$ 350.000)
O Comitê Olímpico Internacional (COI) não premia em dinheiro os medalhistas das Olimpíadas. É uma tradição de 128 anos. Até 1980 apenas atletas amadores podiam participar dos Jogos. Para Paris, a World Athletics (Federação Internacional de Atletismo) anunciou que pela primeira vez vai oferecer prêmio em dinheiro para os campeões olímpicos da modalidade – cada medalhista de ouro vai receber US$ 50 mil (cerca de R$ 273,3 mil).
Embora não haja premiação oficial dos Jogos além das medalhas, não é raro patrocinadores e comitês olímpicos nacionais recompensarem os medalhistas com bônus como viagens de férias, carros e até apartamentos, caso dos poloneses campeões em Paris. O prêmio em dinheiro é o incentivo mais comum.
O ‘USA Today’ fez um levantamento de premiações e recebeu respostas de 23 países, incluindo cinco do Top 10 do quadro de medalhas dos Jogos de Tóquio. No Japão, Cingapura daria a maior premiação por um ouro, prometendo US$ 1 milhão (mais de R$ 5,4 milhões), mas não conquistou nenhum título.
Assim, Taipé Chinesa (como Taiwan compete nos Jogos) foi o recordista com premiação de US$ 716 mil (quase R$ 4 milhões). Os dois países não confirmaram os valores dos bônus para Paris. O COB espera uma premiação recorde. Há valores diferentes para modalidades individuais, em grupo (de dois a seis atletas) e coletivas. A premiação é dividida igualmente nos casos de esportes em grupo ou coletivos, incluindo os reservas.
Fonte: © GE – Globo Esportes
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