Terremoto de magnitude 7,7 causa 3.085 mortos, ajuda humanitária é necessária.
O terremoto que atingiu Mianmar na semana passada foi um evento devastador, com magnitude 7,7, e teve um impacto significativo na região. O brasileiro Diogo Alcântara, que vive no país asiático, sentiu o terremoto, mas não percebeu a intensidade do tremor, pois estava em Yangon, a ex-capital e maior cidade de Mianmar, a cerca de 600 km do epicentro. A cidade de Yangon foi poupada do pior do terremoto, mas a região mais próxima ao epicentro foi severamente afetada.
O terremoto foi um desastre natural que causou danos significativos à infraestrutura e à população local. O tremor foi tão forte que derrubou prédios e pontes, deixando muitas pessoas sem acesso a serviços básicos. A catástrofe foi um lembrete da importância da preparação e do planejamento para eventos naturais como o terremoto. É fundamental estar preparado e ter um plano de emergência em caso de desastres naturais. Além disso, a cooperação internacional é essencial para ajudar as comunidades afetadas por catástrofes como o terremoto que atingiu Mianmar.
Terremoto Devastador
O brasileiro, porta-voz em Mianmar da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados (Acnur), relatou que já havia sentido terremotos na região antes, mas não imaginava que o último terremoto seria tão intenso. Foi apenas após ser informado sobre os efeitos do terremoto no resto do país que ele teve uma ideia da magnitude do desastre que estava por vir. O terremoto de magnitude foi um golpe significativo para o país, que já enfrentava uma catástrofe humanitária antes do tremor, com quase 20 milhões de pessoas precisando de ajuda humanitária.
A situação se tornou ainda mais crítica com a destruição das principais rodovias e o dano a um aeroporto, o que vai exigir uma reconstrução longa e difícil. Além disso, a guerra civil que já assolava o país tornou a situação ainda mais complicada. O brasileiro, que vive há dois anos em Mianmar, sente os efeitos do terremoto, incluindo cortes de água e energia, que já eram regulados pela junta militar que governa o país. Agora, sua região tem apenas quatro horas de água e energia por dia, e a internet também é limitada, tornando necessário o uso de uma VPN para se comunicar.
Consequências do Terremoto
Nas próximas semanas, os birmaneses também esperam um aumento da inflação em produtos básicos e alimentação devido ao desabastecimento de alimentos que já atinge o país pós-terremoto. O estoque de alimentos vai acabar, e o terremoto ocorre em um momento em que as coisas não estavam estáveis, com a guerra civil escalando e os países investindo menos em ajuda humanitária em geral. O brasileiro vive em Yangon, a ex-capital e maior cidade do país, onde operam a Acnur e diversas agências de ajuda internacional que atuam no país. A junta militar impôs normas como o toque de recolher noturno, que foi flexibilizado recentemente.
A população de Mianmar é muito pulverizada por vilarejos, e não existe muita concentração de população nas cidades. Já houve ataques em cidades grandes, mas é algo raro. Era o caso de Mandalay, o epicentro do terremoto, que é uma cidade muito viva, com muitos bares e templos budistas. O terremoto foi uma catástrofe quase inédita no país, e o desastre vai ter consequências duradouras. A ajuda humanitária é fundamental para ajudar as pessoas afetadas pelo terremoto e pela guerra civil. O terremoto de magnitude foi um desastre que vai exigir uma resposta internacional para ajudar as pessoas de Mianmar. O tremor foi um lembrete da importância da ajuda humanitária e da necessidade de se preparar para desastres naturais.
Fonte: © G1 – Globo Mundo
Comentários sobre este artigo