Aumento de ações por acesso ao financiamento estudantil: de 8,9 mil para 31,3 mil. Programa do governo para quitar financiamentos até 2017.
Lucas Silva, de 28 anos, optou por estudar engenharia civil na Universidade Federal de Minas Gerais com o auxílio do Fies. Durante os anos de 2012 a 2016, ele conseguiu arcar com 40% da mensalidade de R$ 1.500,00 através de um trabalho de meio período. O restante, 60%, foi financiado pelo programa de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.
O Fies é uma iniciativa importante para garantir o acesso de mais pessoas ao ensino superior no Brasil. Com o apoio desse programa, muitos estudantes conseguem realizar o sonho de conquistar um diploma universitário, mesmo enfrentando desafios financeiros. Além do Fies, existem outras opções de financiamento estudantil que podem ser exploradas para viabilizar a educação de qualidade.
Fies: Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
A formação acadêmica não resultou em melhorias financeiras imediatas, nem a curto ou longo prazo. Após 17 anos, a profissional de biomedicina ainda não conseguiu se inserir no mercado de trabalho. A dívida do Fies persiste, levando à inadimplência e a disputas judiciais com a Caixa Econômica Federal. A ex-aluna relembra a dificuldade de arcar com os valores, que se tornaram elevados em relação à sua renda. Cerca de R$ 10 mil foram pagos até que as finanças apertassem. Em 2014, o banco exigiu o valor total do financiamento: R$ 42 mil. O caso de Camila não é único, visto que as ações relacionadas ao Fies triplicaram de 2022 para 2023, passando de 8,9 mil para 31,3 mil, um aumento de 250%, conforme dados do DataJud, do CNJ.
Fies: Direito ao Financiamento Estudantil
Os processos judiciais envolvendo o Fies abrangem diversas situações, desde a busca por ingresso no sistema de financiamento do Ensino Superior até a renegociação de pagamentos e dívidas antigas. Em 2023, a média foi de 86 novas ações por dia, aumentando para 112 em 2024. Rafaela Carvalho, advogada especializada em Direito à Educação, destaca a crise financeira, mudanças na legislação do Novo Fies e questionamentos sobre as regras de elegibilidade para o financiamento como motivos para o aumento dos processos.
Fies: Financiamento Estudantil e o Direito ao Financiamento
Um dos principais motivos de litígio relacionado ao Fies é a solicitação de estudantes para obter o financiamento mesmo sem atingir a nota mínima exigida no Enem. Camila, formada em biomedicina, enfrenta dificuldades para quitar o financiamento com sua renda atual, conforme exigido pela Caixa Econômica Federal. Após não conseguir se inserir no mercado de trabalho da área, ela optou por mudar de carreira. A busca pelo financiamento estudantil levou Maria Eduarda, estudante de Medicina, a acionar a Justiça para obter acesso ao Fies e reduzir sua mensalidade de R$ 8,7 mil para R$ 1,3 mil, viabilizando sua permanência na universidade.
Fonte: © G1 – Globo Mundo
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