A quadrilha utilizou rastreadores da Apple para vigiar carregamentos de droga maculados, com mais de uma tonelada, em operações-crimes que envolviam países da Europa e Ásia, utilizando equipamentos-de-rastreamento, inclusive aparelhos-a-prova-dágua.
A Polícia Federal desmantelou uma organização criminosa especializada em tráfico de cocaína no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Os investigadores descobriram que os traficantes usavam cascos de navio para esconder a cocaína, com a ajuda de mergulhadores especializados. Alguns dos envolvidos tinham ligações com o PCC, uma das principais facções criminosas do Brasil.
A operação policial foi realizada em conjunto com outras forças de segurança. Os policiais encontraram, em um dos cascos de navio, mais de 1.000 quilos de cocaína. O valor da droga era estimado em R$ 5 milhões. A cocaína era considerada uma droga de alto poder entorpecente, e sua venda poderia levar a aditivos perigosos para o corpo humano. Os traficantes também usavam a cocaína como forma de obtenção de lucro rápido. A equipe da Polícia Federal realizou uma grande operação para desmantelar a quadrilha.
Detectando o Entorpecente: A Quadrilha do PCC
A surpreendente detecção da quadrilha ligada ao PCC se deve ao uso inusitado de um rastreador de bolsas à prova d'água, carregado com cocaína, assim como um aparelho-a-prova-dágua, frequentemente usado por viajantes para monitorar suas malas. O rastreador, um Airtag, produzido pela Apple, acabou sendo o ponto de partida para a Polícia Federal (PF) desvendar o modus operandi da quadrilha, que se especializou em carregamentos maculados de cocaína.
Essa quadrilha indicou que os traficantes resolveram um problema recorrente ao encontrar o entorpecente no destino da remessa. Uma situação semelhante foi identificada na Operação Eureka, quando os traficantes colocaram um carregamento de cocaína no navio MSC Agadir, que rumou para o porto de Gioia Tauro, na Calábria, no sul da Itália. O carregamento devia ser recuperado em janeiro de 2020 por mergulhadores italianos, mas eles não conseguiram encontrar o material, irritando os mafiosos italianos.
Além disso, houve um episódio em que o carregamento de droga foi colocado em um navio que rumou para Antuérpia, na Bélgica. Os detalhes do modus operandi da quadrilha constam de decisão do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, que colocou a PF no encalço da quadrilha na Operação Taeguk. A ofensiva foi às ruas para cumprir dez ordens de prisão preventiva e vasculhar 39 endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Maranhão.
De tais alvos, cinco foram presos na Baixada Santista – Guarujá (4) e Santos (1) – e um já estava encarcerado. Outros quatro estão foragidos. A reportagem busca contato com os investigados. Os alvos das ordens de prisão são supostos expoentes da organização criminosa: Marcel Santos da Silva; Juan Santos Borges Amaral; Carlos Alberto de Almeida Melo, o Barbinha; Francisco Frutuoso Neto, o Manga ou SSCP; Julio Enrique Ramirez Ochoa, Gringo; Luan Santos Dantas, o Fé em Deus; Ryan Kageyama Santos; Sergio Luiz Alves dos Santos, o Braço', Valmir de Almeida; e Rodrigo Borges Amaral.
A PF ainda investiga a participação de uma série de outros investigados nos crimes. Além disso, a extensão dos relacionamentos das pessoas associadas à quadrilha 'é extremamente ampla, alcançando funcionários e seguranças do Porto de Santos'. Os nomes de Marcel e de Juan foram descobertos pela PF após a apreensão, em janeiro, na Coreia do Sul de 100 quilos de cocaína escondidos no compartimento subaquático do barco M/V Hyundai Oakland. A embarcação havia partido do Porto de Santos com bolsas de lona à prova d'água escondidas dentro da válvula de entrada. Na bolsa também havia oito AirTags – sete comprados e provavelmente instalados em Hong Kong e um comprado na Coreia do Sul.
Fonte: © Notícias ao Minuto
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