Estudo publicado no The Lancet indica que a doença cardíaca, danos renais ou perda de saúde aumentaram entre 1990 e 2022, afetando 22 milhões de pessoas no Brasil, principalmente de 30 anos em diante, consumidores de alimentos não saudáveis e pessoas com diabetes tipo 2 em falta de oportunidades de exercícios.
A doença diabetes é um problema de saúde global que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com um relatório divulgado recentemente, o número de adultos diagnosticados com doença diabetes aumentou significativamente em apenas alguns anos.
Os dados são alarmantes, considerando que apenas 41% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 59% dos pacientes com diabetes tipo 2 nos mais de 30 anos receberam tratamento adequado. A falta de acesso a cuidados médicos é um dos principais desafios enfrentados por pessoas com diabetes mellitus. Isso pode levar a consequências graves para a saúde, incluindo complicações cardiovasculares e rim.
Taxa de Doença Diabetes Dobrou em 32 Anos
A doença diabetes é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo um estudo recente, a taxa global da doença dobrou entre 1990 e 2022, com um dado preocupante: o índice foi maior em países de baixa e média renda. Esses países demoram mais a ter acesso às terapias mais avançadas para controlar a condição diabetes.
O estudo, realizado pela NCD Risk Factor Collaboration (NCD- RisC ) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), analisou informações de 140 milhões de pessoas com mais de 30 anos presentes em mais de 1.000 estudos. A pesquisa é a primeira análise global de tendências em taxas e tratamento para a doença diabetes que inclui todos os países.
Segundo o levantamento, Índia e China concentram a maior parte dos casos de diabetes, com 212 milhões e 148 milhões, respectivamente. O Brasil aparece em sexto lugar com 22 milhões de pacientes com diabetes mellitus.
Nosso estudo destaca as crescentes desigualdades globais em diabetes, com taxas de tratamento estagnadas em muitos países de baixa e média renda, onde o número de adultos com diabetes está aumentando drasticamente’, afirmou Majid Ezzati, professor do Imperial College London.
A falta de tratamento é a principal preocupação de Ezzati. ‘As pessoas com diabetes tipo 1 tendem a ser mais jovens em países de baixa renda e, na ausência de tratamento eficaz, correm risco de complicações ao longo da vida – incluindo doença cardíaca, danos renais ou perda de visão – ou, em alguns casos, morte prematura’, explica.
O estudo também destaca que a obesidade e os maus hábitos alimentares estão relacionados ao aumento dos índices de diabetes tipo 2. ‘Considerando as consequências incapacitantes e potencialmente fatais do diabetes, prevenir o diabetes por meio de dieta saudável e exercícios é essencial para uma saúde melhor em todo o mundo. Nossas descobertas destacam a necessidade de ver políticas mais ambiciosas, especialmente em regiões de baixa renda do mundo, que restrinjam alimentos não saudáveis, tornem os alimentos saudáveis acessíveis e melhorem as oportunidades de exercícios’, afirmou Ranjit Mohan Anjana, do Madras Diabetes Research Foundation, na Índia.
Ao todo, 445 milhões de pacientes com diabetes não estavam recebendo medicamentos para controle da doença no ano de 2022, o último avaliado no estudo. De acordo com os pesquisadores, países da Europa Central e Ocidental, da América Latina, Canadá e Coreia do Sul estão no grupo que conseguiu melhorar as taxas de pacientes em tratamento para diabetes desde os anos 1990 com índices superiores a 55%. No entanto, continuam distantes de cenários como o da Bélgica, onde 86% das mulheres e 77% dos homens estão em tratamento.
Este é mais um estudo que reforça a importância de lutar contra a pandemia de diabetes, que é um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo.
Fonte: @ Veja Abril
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