O mercado multifamily brasileiro estimula a criação de condomínios nichados com prédios para moradores e locatários, oferecendo experiências positivas sob gestão de administradoras de condomínios.
Em 2023, o mercado de multifamily no setor imobiliário brasileiro está em ascensão, tendo em vista a crescente demanda por residências em condomínios fechados para públicos específicos. Para Ricardo Karpat, multifamily é sinônimo de exclusividade, pois atrai investidores dispostos a pagar aluguel mais alto por um espaço que ofereça comodidades e serviços personalizados.
A tendência de multifamily está se consolidando em condomínios nichados, que oferecem aos moradores uma experiência única e segmentada. Estes condomínios são projetados para atender às necessidades específicas de grupos demográficos, como jovens universitários, idosos ou famílias com crianças. Nicho de mercado é o que define o perfil de residentes de um condomínio em específico, como, por exemplo, condomínios com serviços de lazer para moradores idosos ou condomínios com sistemas de segurança de ponta para famílias com crianças.
Explorando o futuro do multifamily
Em um cenário em que as mudanças geracionais são cada vez mais presentes, o executivo destaca que o multifamily se torna uma realidade esperada. Este modelo é caracterizado por um complexo ou edifício onde todas as unidades são dedicadas ao aluguel residencial e pertencem a um único investidor ou empresa, resultando em prédios onde todos os moradores são locatários e existem apenas proprietários.
Compartilhamento e mudança no multifamily
Estamos na era do compartilhamento, onde as pessoas mudam facilmente de emprego, opinião, esposa e apartamento. À medida que o sonho da casa própria se dilui, o multifamily se consolida e as experiências precisam ser mais positivas. Se o morador tem um problema de barulho com o vizinho, ele terá uma experiência ruim e quererá mudar de prédio, é simples.
Nichos no mercado multifamily
A partir desta expectativa de que as experiências precisam ser mais positivas, o executivo sugere a materialização de uma economia voltada a nichos. Vamos ter mais prédios multifamily de idosos, com enfermeiros para realizar cuidados e práticas pensadas para este público, além de prédios voltados para jovens, com pool parties e próximos de universidades.
Tendência no Brasil
A perspectiva de Karpat é compartilhada por Carolina Burg, fundadora da Antonella Realty. Durante o painel que debateu os desafios de locar, administrar e gerir condomínios multifamily, ela afirmou que é necessário conhecer os moradores para gerar ambientes mais confortáveis e oferecer uma melhor experiência. Atualmente, existe uma distância entre a administradora do condomínio e os moradores, as pessoas moram em um apartamento no mesmo condomínio, mas vivem como se morassem em países diferentes.
Segmentação e consolidação do mercado multifamily
A segmentação de condomínios e prédios de acordo com o público, segundo Burg e Karpat, deve ajudar a consolidar o mercado multifamily no Brasil. Dados deste ano da consultoria imobiliária SiiLa mostram que o setor já reúne mais de 9 mil apartamentos no País, sendo que 30% foram entregues no último ano. O relatório indica que o segmento chegue a setembro de 2025 com crescimento de 31,25%. Apesar da alta, o cenário ainda é incipiente em relação a mercados mais consolidados, como os Estados Unidos.
Desafios e oportunidades no mercado multifamily
As propriedades multifamily nos EUA movimentam mais de 3,5 bilhões e empregam 12 milhões de trabalhadores. É por isso que Elisa Rosenthal, Presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário, destaca a importância de conhecer os moradores e oferecer experiências positivas para consolidar o mercado multifamily em nosso país.
Fonte: © Estadão Imóveis
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