Ignacio Ruglio afirmou que jogo só seria realizado no Campeón del Siglo com portões fechados, se Conmebol se comprometam com a federação uruguaia e a comissão técnica se afastem das tensões entre Conmebol.
No dia 17 de setembro de 2019, a partida entre o Peñarol e o Botafogo pela semifinal da Copa Libertadores foi transferida para o Estádio Centenário no Uruguai, em vez do Estádio Campeón del Siglo, como o clube originalmente havia planejado. O presidente do Peñarol, Ignacio Ruglio, deu uma entrevista coletiva e explicou como o clube recebeu essa notícia. Ele explicou que não tinham outra opção a não ser aceitar a mudança de local para a partida.
Na noite desta terça-feira, Ignacio Ruglio concedeu entrevista coletiva para discutir a notícia da partida contra o Botafogo pela semifinal da Libertadores, que será disputada no Estádio Centenário. Ele mencionou que a partida foi transferida sem que o clube tivesse escolha, o que causou confronto entre as partes, mas o presidente optou por jogo de cintura e aceitou a mudança de local. A partida será uma disputa difícil, pois o Peñarol precisa de uma vitória para se classificar para a final. O Estádio Centenário está preparado para receber o grande público que irá torcer pelo Peñarol.
Partida sem público ou no exterior: o dilema da partida
Em uma conversa reveladora, um dirigente destacou a escolha difícil que enfrentaram em relação à partida. ‘Ou jogávamos sem público ou no exterior’, resume ele. Na opinião dos dirigentes, era fundamental jogar essa partida com os torcedores no estádio, e não com portões fechados, como havia sido sugerido. Essa opinião foi reforçada pela recomendação da AUF (federação uruguaia) e do Ministério do Interior, que recomendaram jogar no Estádio Centenário com torcida. Essa ideia, no entanto, não agradou inicialmente, pois significava aceitar que a partida fosse realizada fora da ‘casa’ do Peñarol.
Confronto com o clube brasileiro
A negociação envolvia diversas questões, incluindo a expulsão de jogadores uruguaios do Brasil. A parte da negociação que envolvia aceitar jogar no Centenário incluiu a promessa de que a AUF, o governo uruguaio, o Botafogo e a Conmebol se comprometessem a partir de quinta-feira a se instalar no Rio de Janeiro até que os detidos voltassem ao Uruguai. A intenção era garantir que a partida ocorresse no Uruguai e com a presença de torcedores.
A visão da comissão técnica
Antes de tomar uma decisão, o presidente consultou a comissão técnica de Diego Aguirre e os jogadores. Eles concordaram que jogar no Centenário era uma das soluções menos ruins, considerando as opções disponíveis. Mesmo assim, a ideia de jogar sem público era algo que todos queriam evitar, especialmente para os jogadores, que desejavam estar com seus torcedores.
Tensões entre os envolvidos
A partida foi marcada por tensões entre a Conmebol, o governo do Uruguai, a Associação Uruguaia de Futebol e os clubes envolvidos. A Conmebol queria assegurar que seu regulamento fosse cumprido (que prevê a presença de visitantes), enquanto a CBF defendia seu clube filiado e argumentava que o princípio da reciprocidade deveria ser respeitado.
O Estádio Centenário, a solução para a partida
O Estádio Centenário oferece uma capacidade maior do que o Campeón Del Siglo, tornando mais fácil acomodar as torcidas visitantes com segurança. Além disso, está localizado em uma área central de Montevidéu, cercado de parques, o que facilita o deslocamento das torcidas.
Confronto sem igual
Nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), Peñarol e Botafogo se enfrentam no Estádio Centenário. Com a vitória por 5 a 0 na primeira partida, a equipe brasileira entra no confronto com uma vantagem considerável, mas sabe que a partida não será fácil.
Fonte: © GE – Globo Esportes
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