ouça este conteúdo
Transmissão de mãe para feto em Pernambuco. Quatro casos investigados. Causados por rearranjo genético em microrganismos silvestres.
O Ministério da Saúde (MS) confirmou um caso de infecção por Oropouche, uma doença viral transmitida por mosquitos, no estado de São Paulo. A paciente, uma mulher de 35 anos, apresentou sintomas febris e foi diagnosticada com a doença após exames laboratoriais. A equipe médica está monitorando seu estado de saúde de perto.
A febre do Oropouche é uma infecção viral que pode causar sintomas como dor de cabeça, febre alta e dores no corpo. É importante que a população esteja ciente dos riscos e tome medidas preventivas, como o uso de repelentes e a eliminação de possíveis criadouros de mosquitos. A vigilância epidemiológica está em alerta para identificar novos casos e evitar a propagação da doença. transmissão vertical
Investigações e Óbitos Relacionados à Doença Oropouche
Além desse caso, oito outros possíveis casos de transmissão vertical estão sendo investigados pela pasta, incluindo quatro óbitos fetais. Na última semana, dois óbitos foram confirmados no país, ambos na Bahia. As vítimas eram mulheres, com menos de 30 anos e sem comorbidades. Uma terceira morte está sendo investigada em Santa Catarina. Até o dia 28 de julho foram registrados 7.286 casos da doença, em 21 estados brasileiros. Os óbitos foram os primeiros causados pela doença na história e chamam a atenção de autoridades em todo o mundo. Embora seja difícil cravar com certeza, um estudo recente liderado pela Universidade Federal de Minas Gerais aponta que o surto e as fatalidades podem estar relacionadas com uma mutação sofrida pelo vírus há pouco tempo, com o rearranjo genético com dois outros microrganismos: o vírus Iquito e o vírus de Perdões (PEDV).
Transmissão e Ciclo da Doença Oropouche
Causada por um vírus de mesmo nome, a febre Oropouche é transmitida por meio do vetor Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim ou mosquito-pólvora. No ciclo silvestre, bichos-preguiça e primatas não humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros. Há registros de isolamento do vírus em outras espécies de insetos, como Coquillettidia venezuelensis e Aedes serratus. Já no ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros. Nesse cenário, o mosquito Culex quinquefasciatus, popularmente conhecido como pernilongo e comumente encontrado em ambientes urbanos, também pode transmitir o vírus. Os sintomas são febre de início súbito, dor de cabeça, rigidez articular, náuseas e vômitos persistentes — podendo se parecer muito com um caso severo de dengue. A orientação é que as pessoas com esses sinais procurem atendimento nas unidades de saúde, informando os profissionais responsáveis pelo acompanhamento do pré-natal.
Fonte: @ Veja Abril
Comentários sobre este artigo