Iguá no Tribunal de Justiça fluminense
O Governo do Rio de Janeiro tem enfrentado desafios significativos em relação à concessionária de saneamento Iguá, cuja decisão arbitral foi questionada no Tribunal de Justiça fluminense. Isso ocorre mesmo após o Governo ter escolhido a arbitragem como meio de solucionar divergências, o que reflete uma situação mais ampla que afeta o ambiente de negócios no estado. A atitude do Governo em questionar a decisão arbitral pode ser vista como uma tentativa de reavaliar as políticas de saneamento no estado.
A Administração pública do estado do Rio de Janeiro tem um papel fundamental na resolução desse impasse, pois é responsável por garantir que as políticas de saneamento sejam implementadas de forma eficaz. O Poder Público também deve ser chamado a atuar nesse sentido, uma vez que a concessionária de saneamento Iguá é uma empresa que presta serviços essenciais à população. Além disso, o Estado deve buscar mecanismos para resolver essas disputas de forma mais eficiente, evitando que elas afetem negativamente o ambiente de negócios. É fundamental que o Governo encontre uma solução para esse problema, pois a população depende dos serviços de saneamento para sua saúde e bem-estar. A colaboração entre as partes envolvidas é essencial para encontrar uma solução que atenda aos interesses de todos. A transparência também é fundamental nesse processo, para que a população possa entender as razões por trás das decisões tomadas pelo Governo e pela Administração pública.
Introdução ao Papel do Governo
O papel do Governo é fundamental na resolução de disputas e na manutenção da ordem jurídica. No entanto, o número crescente de processos na Justiça contra o Governo estadual do Rio de Janeiro revela uma tendência preocupante. A Administração Pública parece estar terceirizando decisões que deveriam ser suas, com o objetivo de ganhar tempo e investir em projetos eleitorais. O Estado, como entidade responsável pela gestão pública, deve ser capaz de tomar decisões de forma eficaz e justa, sem recorrer à Justiça como meio de resolver conflitos.
De acordo com dados do relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça, entraram 61 mil novas ações contra o Governo estadual nos últimos 12 meses, um aumento de 2,2% em relação ao período anterior. Isso coloca a Administração Pública como vice-líder de novos ajuizamentos, perdendo apenas para a concessionária Light, alvo de 65 mil ações. O Poder Público também é responsável pelo maior número de casos pendentes de julgamento, com 139 mil processos. Um exemplo é o recente pedido da Procuradoria-Geral do Estado do Rio para revogar uma decisão arbitral obtida pela Iguá, que está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça.
Análise do Caso Iguá
O caso da Iguá é um exemplo claro da complexidade dos conflitos entre o Governo e as empresas privadas. A empresa abriu um processo arbitral para discutir o reequilíbrio financeiro do contrato, mas o Governo não aceitou a decisão de depositar os valores em garantia até que a arbitragem seja concluída. Em vez disso, o Poder Público usou um recurso que só ele tem na Justiça – um pedido de suspensão de liminar, diretamente ao presidente do tribunal – para esvaziar o poder da decisão arbitral. O caso ainda aguarda análise do presidente da corte, desembargador Ricardo Couto de Castro.
A situação acende uma luz amarela no cenário das resoluções de conflitos e no próprio sentimento de segurança jurídica no ambiente de negócios no Rio de Janeiro, em especial nos contratos concessões de serviços públicos. Entidades ligadas à arbitragem e defensoras da iniciativa privada temem as consequências do episódio. ‘Se o Estado do Rio aceita que um conflito seja decidido por arbitragem, precisa saber perder e aceitar uma decisão desfavorável. Não pode usar sua força institucional para acionar o Poder Judiciário porque não gostou do resultado, em claro desacordo com a Lei da Arbitragem’, afirma Joaquim Muniz, presidente do Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem (Conima).
Consequências e Perspectivas
A Câmara de Arbitragem Empresarial – Brasil (Camarb) aceitou o pedido da Iguá e abriu procedimento para avaliar os argumentos para o reequilíbrio do contrato de concessão. Segundo a empresa, os prejuízos não previstos no edital chegam à cifra de R$ 828,4 milhões, decorrentes do subdimensionamento na tarifa social na região atendida e de perdas de água na tubulação duas vezes maiores do que o estimado pela Agenersa. Como havia urgência, já que o prazo para o último pagamento da outorga estava próximo, a Camarb nomeou um árbitro de urgência, que autorizou o depósito. O Governo, como entidade responsável pela Administração Pública, deve ser capaz de lidar com essas situações de forma eficaz e justa, sem recorrer à Justiça como meio de resolver conflitos. O Estado e o Poder Público devem trabalhar juntos para criar um ambiente de negócios seguro e estável, que permita o crescimento e o desenvolvimento das empresas privadas.
Fonte: © Conjur
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