Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas marca Posse do presidente Lula ao 3º mandato, durante Cúpula do Rio com a China.
O Brasil, sob o comando do presidente Lula, foi o centro das atenções em novembro de 2022 durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 27) no Egito.
Com o objetivo de se manter ao centro da geopolítica, o Brasil, em sua nova etapa, pretende reafirmar sua posição em nível global. O presidente Lula, empossado em 1º de janeiro de 2023, deve se concentrar em fortalecer o papel do Brasil no cenário internacional, unindo esforços com o Governo para garantir a participação do Brasil em todo o espectro da política internacional.
Ressurgência do Brasil no cenário internacional
A frase ‘O Brasil voltou!’ se tornou sinônimo do esforço pessoal do presidente em contrabalançar o dano ambiental sofrido pelo País durante o mandato anterior, especialmente em áreas como a política ambiental. Após dois anos de declarações polêmicas, ele assume a presidência do G20 na Cúpula do Rio, reunindo 19 países e a União Europeia e a União Africana, no Rio de Janeiro.
A declaração conjunta das nações encerrará a presidência temporária do Brasil no G20, que será transferida para a África do Sul. Embora os incidentes em Brasília tenham justificado o reforço na segurança, não afetaram o cronograma do presidente Lula e do G20. O evento coloca o Brasil na pauta internacional e será ampliado pela COP 30 em Belém no próximo ano, mas pode perder força com a vitória de Donald Trump à presidência dos EUA.
O G20 dominará a agenda internacional, estendendo-se pela visita do presidente da China, Xi Jinping, a Brasília na quarta-feira, 20. Lula e o mandatário chinês assinarão acordos comerciais. Xi Jinping participará da Cúpula do Rio, onde os temas incluem combate à fome, pobreza, desigualdade, desenvolvimento econômico, meio ambiente, reforma da governança global e conflitos geopolíticos.
O Brasil já obteve consenso e adesões à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e boa receptividade à vinculação entre o comércio e o desenvolvimento sustentável e à proposta de taxação de super-ricos com alíquota de 2% da riqueza de bilionários no mundo. Internamente, a iniciativa semelhante do governo não prosperou, com a Câmara rejeitando a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas com foco em bens a partir de R$ 10 milhões.
O objetivo era reduzir desigualdades e bancar o aumento da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 – promessa eleitoral de Lula. O Congresso não chancelou a ideia num momento em que cortar despesas tornou-se imperativo. O aguardado conjunto de medidas de corte de gastos será anunciado após o G20, com o ministro Fernando Haddad anunciando um corte de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos e todas as rubricas do Orçamento subordinadas a crescimento real de 2,5%.
Fonte: @ NEO FEED
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