Conheça os corres atrás das promoções e valor da entrega na zona oeste
A rotina dos entregadores é marcada pela busca constante por locais de maior demanda, onde aplicativos como iFood oferecem melhores oportunidades de ganho. Em cidades como Osasco, a renda é significativamente menor do que em São Paulo, capital, o que leva muitos entregadores a se deslocarem para a capital em busca de uma vida melhor. Essa migração diária é um desafio, mas também uma necessidade para aqueles que dependem do trabalho como entregadores para sustentar suas famílias.
Além dos entregadores, outros grupos, como motoboys e ciclistas, também enfrentam desafios semelhantes. Esses trabalhadores são fundamentais para o funcionamento dos aplicativos de entrega, mas muitas vezes são submetidos a condições de trabalho precárias e remunerações baixas. _A luta por direitos_ é constante, e _a busca por melhores condições_ de trabalho é um tema recorrente entre esses profissionais. Enquanto isso, a demanda por serviços de entrega continua a crescer, o que pode levar a uma maior valorização do trabalho dos entregadores e outros trabalhadores da área. _O futuro do setor_ depende da capacidade de encontrar um equilíbrio entre a oferta e a demanda, garantindo _condições justas_ para todos os envolvidos.
Entregadores e a Busca por Oportunidades
Os entregadores do iFood que residem em Osasco, cidade onde fica a sede da empresa, têm um forte motivo para trabalhar na cidade vizinha, São Paulo: os bairros com maior demanda estão na capital paulista, e neles, o valor da entrega aumenta significativamente, graças às ‘promoções’. Essas promoções podem fazer com que o valor de uma entrega, que normalmente seria de R$ 6,50, dobre ou até triplice em áreas chiques durante a hora do almoço, em dias de chuva, finais de semana e feriados, como Páscoa e Natal. Os entregadores, incluindo motoboys e ciclistas, buscam aproveitar essas oportunidades para aumentar seus ganhos.
Desafios e Diferenças entre Cidades
No entanto, em Osasco, a situação é diferente. A cidade é considerada ‘seca’ pelos entregadores, com ruas estreitas no centro e poucas ‘promoções’. Já na capital paulista, a estrutura viária é melhor em bairros de alta demanda, com faixas exclusivas para motos em algumas avenidas e ciclovias bem estruturadas. Isso torna mais fácil para os entregadores, incluindo ciclistas e motoboys, realizar suas entregas de forma eficiente. A região da capital paulista que faz divisa com Osasco é a zona oeste, onde mais se pede comida e rolam entregas em São Paulo. Bairros como Itaim, Moema, Vila Madalena e Pinheiros estão a uma ponte de distância da cidade-sede do iFood, tornando-os um destino atraente para os entregadores.
Experiências e Reivindicações
João Viktor Nunes Dias, um entregador do iFood e morador de Osasco, completou 26 anos no primeiro dia do Breque Nacional, 31 de março de 2025. Ele ajudou a mobilizar trabalhadores da cidade natal para a greve, mas atua em São Paulo. Como ciclista, ele trabalha para o iFood há quase três anos e percebeu que locais como Lapa e Vila Leopoldina, na zona oeste da capital, rendiam mais. Além das promoções, há mais suporte estrutural, como as centrais de distribuição, em shoppings. Essas centrais, conhecidas como ‘hubs’, são uma ótima ideia, pois agilizam o processo de entrega, mas são encontradas em poucos lugares. Os entregadores, incluindo motoboys e ciclistas, reclamam das diferenças de valores pagos em regiões com e sem promoções, e muitas vezes precisam ir longe para chegar até onde podem ganhar mais, correndo riscos e enfrentando desafios.
Fonte: @ Terra
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