Outros agentes são investigados no mesmo inquérito para crimes relacionados a uma facção criminosa, envolvendo um veículo particular, material genético e área de desembarque, com escolta de aplicativo e uso de veículo de gasolina.
Em uma visita ao aeroporto de Guarulhos, após a morte de Antônio Vinícius Gritzbach, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, informou que os quatro policiais militares que acompanhavam o morto já eram investigados pela Corregedoria da Polícia Militar desde o mês passado. Acreditando em um cenário de diferença, mais policiais militares estão sob investigação.
Os policiais militares eram parte da equipe de segurança do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, morto a tiros na sexta-feira passada. Os agentes públicos estão sob investigação pela Corregedoria da Polícia Militar por elementos que levam a questionamentos.
Fatos em Desenvolvimento: Policiais Suspeitos de Atuação pelo PCC
Em uma entrevista coletiva na segunda-feira (11), o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Derrite, declarou que os quatro policiais militares suspeitos de envolvimento no ataque que resultou na morte do empresário Gritzbach poderiam ter cometido um crime militar de grande gravidade. ‘Eles estavam protegendo um criminoso potencial’, disse ele, destacando a importância de manter a segurança pública. ‘Nós não vamos aceitar que policiais cometam crimes’, enfatizou Derrite, reforçando a seriedade do caso.
Anteriormente, Gritzbach havia participado de uma audiência no Fórum Criminal da Barra Funda, acompanhado de homens armados. Esse fato desencadeou uma investigação policial, após outros agentes suspeitarem da situação e denunciaram os policiais. ‘Nós estamos trabalhando para esclarecer os fatos’, disse Derrite.
Os quatro policiais – Leandro Ortiz, 39, Jefferson Silva Marques De Sousa, 29, Romarks Cesar Ferreira De Lima, 35, e Adolfo Oliveira Chagas, 34 – estavam responsáveis pela segurança particular do empresário. No entanto, o empresário foi morto momentos após deixar a área de desembarque do terminal 2 do aeroporto, apesar de ter uma escolta formada por quatro policiais militares. Isso ocorreu porque um dos veículos ficou parado em um posto de gasolina após um problema mecânico, deixando apenas dois policiais para acompanhá-lo.
A secretaria da Segurança confirmou que os policiais foram ouvidos em dois inquéritos em curso, um pela Polícia Civil e outro pela PM. Eles foram afastados das atividades operacionais e tiveram seus celulares apreendidos pela investigação da Polícia Civil.
A criação de uma força-tarefa para investigar o ataque foi anunciada por Derrite. A força-tarefa será coordenada pelo delegado Oswaldo Nico Gonçalves, secretário-executivo da SSP. O delegado ficará ausente de suas funções administrativas durante as diligências.
Gritzbach, que mantinha acordo de delação com o Ministério Público de São Paulo, foi ouvido pela última vez em 31 de outubro. Na oitiva, ele teria delatado policiais civis ligados ao PCC, disse Derrite. ‘Tudo isso será analisado.’
Na coletiva, Derrite também forneceu informações sobre o caso. Segundo ele, os criminosos foram bem preparados para o crime, usando balaclava e luvas. No entanto, ‘eles se descuidaram na saída do aeroporto’, disse o secretário, se referindo à existência de possíveis imagens dos suspeitos.
A polícia realiza perícia no carro que teria sido usado no crime e já colheu material genético, disse o secretário. Derrite lamentou ainda a morte do motorista Celso Novais, atingido por disparos enquanto esperava por passageiros. ‘É triste ter a vida de um trabalhador ceifada.’
Fonte: © Notícias ao Minuto
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