Poluentes de um acidente de caminhão despejaram material asfáltico, óleo diesel e gasolina no rio Suruí, em Magé, na Baixada Fluminense, afetando uma comunidade com pesqueira, com impactos ambientais de alto risco.
Comunidades pesqueiras do Brasil sofrem com a contaminação de seus rios principais, afetando a saúde e o sustento de seus habitantes. Os moradores dessas áreas relatam irritações cutâneas e intoxicações, evidenciando a necessidade de ações urgentes para mitigar os impactos ambientais.
Recentemente, uma passeata foi realizada em localidades afetadas pela contaminação , reunindo moradores e organizações locais em busca de soluções. Organizadas pelo GreenFaith Brasil e associações locais, as manifestações pedem investigação rigorosa, punição para os responsáveis e apoio às famílias afetadas. É fundamental não apenas minimizar a poluição e a degradação ambiental, mas também garantir que os direitos dos moradores sejam respeitados e protegidos.
Impactos da Contaminação no Meio Ambiente
Dependemos do caranguejo para sobreviver, mas a contaminação ao acaso destrói nossas vidas. ‘Estamos vendo um berço de vida destruído’, relata Vanilza da Conceição Gomes, moradora de Magé e pescadora, que enfrenta a realidade de uma pesqueira devastada. O rio Suruí, um dos principais pontos de pesca da região, foi contaminado por uma catástrofe ambiental.
A situação se agrava ainda mais pois estamos no período de proibição da pesca, para proteger a reprodução. Caminhões bateram na BR-116, à beira do rio Suruí, carregando emulsão asfáltica, gasolina e diesel, que chegam à Baía de Guanabara. Há relatos de irritações na pele e intoxicação. ‘Estou tomando remédio desde que tudo aconteceu.Minha garganta dói e meu neto também passou mal’, lamenta a pescadora Vanilza.
A contaminação do rio Suruí foi causada por um acidente em 1º de outubro de 2024, quando dois caminhões bateram, um com gasolina e diesel e o outro com emulsão asfáltica no afluente da Baía de Guanabara. Foram cinco mil litros de poluentes. ‘Estamos lutando para que as autoridades assumam a responsabilidade, implementem medidas de recuperação e apoiem as famílias prejudicadas’, explica Rafael Santos Pereira, presidente da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangues de Magé.
Medidas emergenciais como instalação de boias de contenção são insuficientes para resolver os vários impactos ambientais causados pelo acidente. Segundo dados do mapa da desigualdade publicado pela Casa Fluminense, em 2023, Magé é um dos municípios mais vulneráveis a desastres ambientais na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Cerca de 73 mil domicílios de Magé estão localizados em áreas de alto risco de alagamento, o que corresponde a 66% das moradias da cidade, superando a média da capital.
Fonte: @ Terra
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