Tópicos do encontro: emendas impositivas, presidentes do STF, sede da Corte, PIX, Casa Civil.
O encontro entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está marcado para esta terça-feira (20), com um almoço na sede da Corte.
Além dos encontros formais, é importante promover reuniões periódicas para discutir questões relevantes e fortalecer a relação entre os poderes. A troca de ideias e a busca por soluções conjuntas são essenciais para o bom funcionamento do sistema político.
Encontro institucional entre presidentes do Supremo Tribunal Federal e representantes do governo federal
O encontro é organizado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Barroso, em meio às recentes decisões do ministro Flávio Dino, confirmadas pelo plenário, que resultaram na suspensão do pagamento das emendas impositivas e das chamadas ‘emendas Pix’ de deputados e senadores, do Orçamento da União. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, foram designados para representar o governo federal nesse encontro. Além disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e todos os ministros do Supremo também foram convidados para participar.
Reunião para pacificar relações entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso
O evento, tratado como uma reunião institucional seguida de almoço, tem como objetivo tentar pacificar a relação do Supremo Tribunal Federal com o Congresso Nacional após a suspensão das emendas. Na semana passada, após as decisões de Dino, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, encaminhou para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2021, que visa limitar as decisões monocráticas dos ministros do Supremo. O encontro também servirá para que o Legislativo busque um acordo com o governo federal, principal beneficiado pela decisão que suspendeu as emendas.
Contexto das emendas parlamentares e a relação entre os poderes
Conforme a legislação orçamentária, cabe ao Poder Executivo a liberação dos recursos destinados às emendas parlamentares. Ao longo dos anos, o Executivo foi perdendo poder sobre a execução do orçamento. Em 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o Congresso aprovou o orçamento impositivo, um mecanismo que obriga o governo federal a pagar obrigatoriamente as emendas de deputados e senadores, responsáveis pela execução do Orçamento da União. Já no governo de Jair Bolsonaro, as ‘emendas Pix’ foram criadas pelo Congresso, reservando mais uma parcela dos recursos para os parlamentares. Atualmente, o Congresso tem cerca de R$ 60 bilhões previstos no orçamento, valor quase equivalente ao destinado ao Executivo.
Suspensão das emendas impositivas e ‘emendas Pix’ pelo ministro Flávio Dino
Na última quarta-feira (14), o ministro Flávio Dino decidiu suspender os repasses das emendas impositivas até que os poderes Legislativo e Executivo estabeleçam medidas de transparência e rastreabilidade das verbas. Esse tipo de emenda obriga o governo federal a destinar os recursos previstos para órgãos indicados pelos parlamentares. A decisão foi motivada por uma ação do PSOL no Supremo Tribunal Federal, alegando que o modelo das emendas impositivas torna impossível o controle preventivo dos gastos. O ministro justificou a suspensão para evitar danos aos cofres públicos, permitindo apenas o pagamento de emendas destinadas a obras em andamento e situações de calamidade pública.
Suspensão das ‘emendas Pix’ e critérios de transparência
Em 1º de agosto, o ministro Flávio Dino suspendeu as chamadas ‘emendas Pix’, utilizadas por deputados e senadores para transferências diretas a estados e municípios, sem a necessidade de convênios para receber os repasses. Dino determinou que esse tipo de emenda deve seguir critérios de transparência e rastreabilidade. Além disso, a Controladoria-Geral da União (CGU) deverá…
Fonte: @ Agencia Brasil
Comentários sobre este artigo