Avaliação de ativos, empresas e projetos: série de artigos sobre Valuation, incluindo fluxo de caixa, custo de oportunidade e fluxo de caixa descontado.
No contexto da Valuation, é fundamental entender a importância da avaliação de ativos e empresas. Neste artigo, vamos explorar a metodologia do fluxo de caixa descontado (FCD) e sua aplicação prática na Valuation de empresas.
A precificação de ativos é um processo complexo que envolve a análise de vários fatores, incluindo o fluxo de caixa futuro, o risco e o custo de capital. A avaliação de uma empresa pode ser realizada por meio da metodologia do FCD, que consiste em descontar o fluxo de caixa futuro para obter o valor presente. Essa abordagem é amplamente utilizada na Valuation de empresas e é considerada uma ferramenta importante para os investidores e analistas financeiros. A escolha do método de avaliação certa é crucial para obter resultados precisos.
Entendendo a Valuation
A Valuation de uma empresa, frente de negócio ou ativo em geral é um conceito fundamental que se resume a trazer o fluxo de caixa futuro para o presente. No entanto, é importante considerar que o fluxo de caixa relevante em qualquer avaliação é o fluxo de caixa livre marginal, ou seja, a variação de fluxo de caixa livre provocada pelos negócios da empresa ou pela decisão de tocar um projeto adiante. Isso significa que sinergias devem ser consideradas como um fluxo de caixa positivo, enquanto eventuais canibalismos precisam ser considerados fluxos negativos, pois impactam outros fluxos já existentes negativamente.
Para exemplificar, imagine que você tenha um terreno e possa alugá-lo por R$ 1.000,00 por mês. No entanto, decide abrir uma mercearia. Embora você não pague aluguel, deve considerar o aluguel de R$ 1.000,00 mensal em sua DRE (demonstração de resultados do exercício), pois ao deixar de alugar o terreno e tocar seu negócio próprio, você abre mão de R$ 1.000,00 (na margem, sai de R$ 1.000,00 positivos para zero, ou seja, variação negativa de R$ 1.000,00). Isso ilustra o conceito de custo de oportunidade, que é fundamental na avaliação.
A Precificação e o Fluxo de Caixa
A precificação de uma empresa ou ativo deve levar em consideração o fluxo de caixa descontado, que é o valor presente do fluxo de caixa futuro. No entanto, é importante considerar que a avaliação de uma empresa ESG (com melhores práticas ambientais, sociais e de governança) pode ser diferente da avaliação de uma empresa não-ESG. Se a empresa é verdadeiramente ESG, seu fluxo de caixa será majorado por várias razões, incluindo a preferência dos stakeholders por fazer negócios com empresas responsáveis e transparentes. Além disso, a maior transparência da empresa ESG se refletirá em menos custos de agenciamento, o que também contribuirá para um fluxo de caixa mais alto.
Outra razão importante para justificar que a empresa ESG valeria mais do que sua contraparte não-ESG é que ela seria percebida pelo mercado como de menor risco, o que resultaria em uma taxa de juros menor para descontar o fluxo de caixa futuro, aumentando o valor presente do seu fluxo de caixa. Isso demonstra a importância de considerar a responsabilidade socioambiental e a transparência na avaliação de uma empresa.
O Risco e a Valuation
O risco é um fator fundamental na avaliação de uma empresa ou ativo. A empresa ESG, por ser percebida como de menor risco, teria um fluxo de caixa mais alto e um valor presente mais alto. Isso demonstra a importância de considerar o risco na avaliação de uma empresa e como ele pode afetar o fluxo de caixa e o valor presente. A Valuation é um conceito complexo que envolve muitos fatores, incluindo o fluxo de caixa, o risco e a responsabilidade socioambiental.
Fonte: @ Valor Invest Globo
Comentários sobre este artigo