Moradores do Brooklin em São Paulo reclamam do som das pererecas-assobiadoras, também conhecidas como Eleutherodactylus johnstonei, que perturbam o sono, e questionam se não há distúrbio relacionado a esse fenômeno que possa afetar os estudantes de Ensino Médio, que pretendem fazer o Exame Nacional em São Paulo, na Universidade Estadual Paulista.
As pererecas assobiadoras, conhecidas cientificamente como Eleutherodactylus johnstonei, capturaram a atenção da imprensa em 10 de outubro, dia em que foram mencionadas no segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Essas pequenas criaturas fascinantes seriam um assunto de conversa entre os exames, se eles pudessem falar. Dentre as várias espécies de pererecas catalogadas, a Eleutherodactylus johnstonei é uma delas, conhecida por sua habilidade única de assobiar. Em um mundo onde a tecnologia avançou muito, e o assobio de uma perereca é capaz de capturar a atenção da imprensa, não é difícil imaginar as pererecas assobiadoras se tornando uma sensação. Com sua presença, as provas do ENEM ganharam um toque de magia.
Como as pererecas estão afetando a qualidade de vida em bairros urbanos do Brasil
A pergunta ‘Pererecas estão invadindo o bairro?!’ ecoou nas redes sociais. Em seu canal, um internauta questionava a situação em que moradores do bairro do Brooklin, em São Paulo, estavam sofrendo com o som das pererecas durante a noite. Notícias relacionadas como a frente fria que atingiu o Brasil trouxeram chuvas intensas e meteorologistas emitiram alertas sobre o ciclone bomba, enquanto em outras partes do mundo, o deserto saudita foi coberto de neve pela primeira vez na história e um ritual hindu levou milhares de pessoas ao rio considerado ‘sopa química’ na Índia.
De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 2014, não está claro como a espécie chegou ao bairro, mas os animais, medindo no máximo três centímetros, são facilmente transportados com o comércio de plantas. Eles não precisam de água acumulada para se reproduzir e, por isso, as pererecas já saem prontas dos ovos, o que lhes confere um grande potencial de se tornarem invasoras.
A principal característica das pererecas é o barulho que elas produzem, que pode ser considerado um distúrbio relacionado ao estresse crônico. De acordo com o estudo, um morador do Brooklin relatou um distúrbio relacionado ao estresse crônico devido ao ruído produzido pelo animal e, além disso, o barulho também pode afetar o mercado imobiliário.
Uma situação semelhante aconteceu no Havaí, onde pererecas da espécie Eleutherodactylus coqui, parecidas com as pererecas-assobiadoras, causaram perdas econômicas para comerciantes locais e hotéis devido ao coro noturno, além de diminuir o valor de casas no mercado imobiliário.
Fonte: @ Terra
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