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Controlar ansiedade e melhorar bem-estar em desafios é crucial para o desempenho humano, ativando circuitos cerebrais e promovendo clareza de pensamento.
Em nossas vidas, a confiança desempenha um papel fundamental. Encontramos indivíduos que transmitem segurança em suas ações, que demonstram confiança em suas palavras e que enfrentam desafios com determinação. Essas pessoas inspiram e motivam aqueles ao seu redor, criando um ambiente positivo e encorajador.
A autoconfiança é um atributo poderoso que pode ser desenvolvido ao longo do tempo. Ao acreditar em si mesmo e em suas habilidades, é possível superar obstáculos e alcançar objetivos desafiadores. Cultivar a confiança interna é essencial para enfrentar as incertezas da vida com coragem e determinação. Acreditar em si mesmo é o primeiro passo para alcançar o sucesso em qualquer empreendimento.
Confiança e Autoconfiança: A Base do Bem-Estar Humano
Que substância mágica foi adicionada ao café da manhã delas para conceder-lhes essa habilidade extraordinária? A confiança é, sem dúvida, o recurso mais importante para o bem-estar humano e o desempenho humano, afirmou o renomado neurocientista e psicólogo Ian Robertson em uma recente entrevista ao médico-chefe da CNN, Sanjay Gupta, em seu podcast Chasing Life.
Robertson, que ocupa a cadeira T.Boone Pickens Distinguished Chair no Center for BrainHealth da Universidade do Texas em Dallas e é professor emérito de psicologia no Trinity College Dublin, na Irlanda, destacou a importância da confiança em nossas vidas. Segundo ele, a confiança é uma crença dual: a convicção de que se é capaz de realizar algo e a certeza de que esse esforço resultará em uma recompensa desejada.
Ao ativar os circuitos cerebrais responsáveis por promover um estado de espírito positivo, reduzir a ansiedade e ampliar a clareza de pensamento, a confiança se torna um catalisador para o sucesso. Esses mesmos circuitos são estimulados quando alcançamos nossos objetivos, criando um ciclo virtuoso de confiança e conquistas.
Enquanto a confiança impulsiona o progresso, a ansiedade representa o oposto desse espectro emocional, alertou Robertson. A falta de confiança gera ansiedade, principalmente devido ao medo da avaliação negativa alheia. Esse estado mental desencadeia circuitos cerebrais que prejudicam a coordenação entre diferentes regiões cerebrais essenciais para um desempenho de alto nível.
Estudos indicam que indivíduos cronicamente ansiosos tendem a se envolver menos em diversas atividades, sejam elas sociais, profissionais ou de lazer. Isso ocorre porque seus cérebros estão constantemente sintonizados em possíveis ameaças e resultados negativos, inibindo os sistemas cerebrais que florescem na presença da confiança.
Para ilustrar esse ponto, Robertson propõe um exemplo simples: duas meninas com habilidades e inteligência equivalentes, porém uma delas exibe um nível ligeiramente superior de confiança. Essa pequena diferença de autoconfiança pode ser determinante para o sucesso futuro da criança, influenciando suas escolhas e ações de maneira significativa. A confiança, portanto, não é apenas um estado mental, mas uma força motriz que impulsiona a jornada rumo às conquistas pessoais e profissionais.
Fonte: © CNN Brasil
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